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BRIGA BOA
Em 1987, quando cursávamos o básico
(atual 1° ano do Ensino Médio), tínhamos
um jornalzinho manuscrito intitulado A SEMANA. Nele,
transcrevíamos as principais notícias
do Brasil e do mundo, recortávamos as fotos
de revistas usadas que combinassem com as matérias
e publicávamos no periódico que na realidade
só nós mesmos líamos, já
que o mesmo não circulava nem entre os colegas
da classe. Lembro-me perfeitamente de que ficava de
plantão com um gravador NATIONAL na mão
aguardando o noticiário televisivo, o qual
era gravado e transcrito.
Hoje, as coisas mudaram. Naquele
tempo não tínhamos acesso nem a máquinas
de datilografia. Atualmente até quem não
sabe escrever manualmente já sabe digitar algo
num computador. Seja em casa, nas Lan Houses ou em
casas de amigos (infelizmente em muitas escolas os
alunos são proibidos de usarem os computadores),
os jovens dominam melhor do que ninguém as
novas tecnologias.
Vicência não ficou fora
desse contexto. Através da Internet estão
sendo criados sites e blogs que querem transmitir
algum tipo de informação através
da rede. Mesmo sendo um produto ainda não totalmente
popularizado, pois custa muito caro manter um ponto
de Internet em casa, diversas pessoas têm acesso
ao www.algumacoisa.com.br. E nossa cidade está
inserida nesse contexto (VIVA!). Pelo menos três
sites e um blog movimentam o setor cultural e informativo,
sem contar os inúmeros blogs particulares que
devem existir por aí.
Os três sites são comandados
por jovens que através de suas dinâmicas,
conseguem os apoios devidos e colocam seus portais
no ar. Essa novidade tem provocado algumas discussões,
o que não deixa de ser interessante. Partindo
do princípio que quando se escreve algo temos
que publicar, pois alguém irá ler, é
necessário tomar alguns cuidados, principalmente
no que diz respeito a nossa língua materna,
porque escrever um texto jornalístico não
é o mesmo que conversar no MSN ou ORKUT.
Os blogs são gratuitos e qualquer
pessoa pode ter o seu, no entanto, os sites têm
um certo custo e os idealizadores normalmente saem
em busca de apoios. É público e notório
que pelo menos um dos portais de nossa cidade está
a serviço da Prefeitura Municipal, da qual
recebe algum tipo de subvenção, seja
financeiro ou logístico. No problem. O poder
público tem que apoiar esses eventos e divulgar
as suas ações e não há
nenhum crime nisso, basta apenas ter transparência
e não agir discriminadamente. Alguns problemas
apareceram, mas já foram contornados, talvez
devido a uma certa inexperiência dos autores
que com o tempo melhorarão a qualidade das
informações, pois o designer não
deixa nada a desejar.
O bom é que de alguma maneira
os jovens estão lendo e participando da vida
do seu município, algo que no passado não
tínhamos acesso e nos valíamos de outras
fontes para divulgar até o enterro do presidente
da extinta União Soviética.
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